Pesquisa revela disparidade salarial e barreiras no acesso ao emprego
Por Kamila Alcântara | 29/03/2026 13:56

Em Mato Grosso do Sul, 32% das mulheres ocupadas recebem até um salário mínimo. Na prática, isso significa que uma em cada três trabalhadoras no Estado está na faixa mais baixa de renda.
Em Mato Grosso do Sul, 32% das mulheres ocupadas recebem até um salário mínimo, índice superior ao de São Paulo (23%) e Santa Catarina (15%), segundo a PNAD Contínua do IBGE. A renda média feminina no Centro-Oeste é 22% inferior à masculina, diferença que chega a 26% entre pessoas com ensino superior. A taxa de desocupação feminina no estado, de 7,3%, é mais que o dobro da masculina, que fica em torno de 3%.
O dado faz parte de levantamento com base na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), referente ao quarto trimestre de 2025, que analisa a inserção feminina no mercado de trabalho em todo o país.
Esse percentual coloca Mato Grosso do Sul acima de estados como São Paulo, onde a proporção é de 23%, e Santa Catarina, com 15%. Além da concentração em faixas de renda mais baixas, o estudo aponta que mulheres continuam ganhando menos que homens.
No Centro-Oeste, a renda média feminina é cerca de 22% inferior à masculina. A diferença permanece mesmo entre pessoas com ensino superior, chegando a 26%.
Outro indicador que chama atenção é a taxa de desocupação. Em Mato Grosso do Sul, o percentual de mulheres sem trabalho é mais que o dobro do registrado entre homens. Enquanto a taxa feminina gira em torno de 7,3%, a masculina fica próxima de 3%.

