A diplomacia do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU) se absteve de uma votação, que resultou na aprovação de uma resolução sobre “paz duradoura na Ucrânia”. A votação aconteceu na Assembleia Geral nesta terça-feira (24/2), no mesmo dia em que a guerra completa quatro anos.
Ao todo, 107 países aprovaram a medida apresentada por Kiev, sob o título “Apoio a uma paz duradoura na Ucrânia”. Outras doze nações votaram contra a resolução. Entre elas, Rússia, Sudão, Irã, Belarus, e Cuba.
Já o número de abstenções foi de 51 países. Assim como o Brasil, representantes dos Estados Unidos, China, Índia, Qatar, Arábia Saudita e África do Sul também se abstiveram da votação.
Com o posicionamento Brasil na ONU em relação a Ucrânia nesta semana, a diplomacia nacional continua seguindo o critério adotado desde o início da guerra — e reforçado após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumir seu terceiro mandato.
Uma delas aconteceu ainda durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso por tentativa de golpe de Estado. Na época, o Brasil se absteve de uma votação sobre a suspensão da Rússia do Conselho de Direitos Humanos da ONU.
No último ano, o governo brasileiro também deixou de votar uma resolução que condenada a invasão da Rússia na Ucrânia na Assembleia Geral das Nações Unidas.
Vale lembrar que a Rússia é um dos fundadores dos Brics, do qual o Brasil também é membro.

