7 abril, 2026
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IníciosaudeFísica, química ou enzimática: entenda os três tipos de esfoliação

Física, química ou enzimática: entenda os três tipos de esfoliação

A busca por uma pele glow e com textura de porcelana passa, obrigatoriamente, por uma etapa importante: a esfoliação.

No entanto, em um mercado repleto de ácidos e promessas milagrosas, como saber o que a sua pele realmente precisa?

 

Para desmistificar o processo, a farmacêutica industrial Raquel Carvalho, e CEO da Labotrat, explica, à CNN Brasil, que a esfoliação funciona como um acelerador inteligente da renovação celular. Embora nosso corpo faça o trabalho sozinho, o ritmo da vida moderna, somado a poluição e ao envelhecimento, exige uma ajuda extra.

“A renovação acontece, mas não acompanha o ritmo da vida moderna. A partir dos 25 anos, esse ciclo começa a desacelerar naturalmente. A esfoliação cosmética ajuda a manter a pele ativa, saudável e com melhor desempenho”, comenta.

Física, química e enzimática: entenda os tipos de esfoliação

Segundo a profissional, não existe apenas um jeito de esfoliar. Hoje, o setor divide os cuidados em três categorias principais, cada uma com “modus operandi” específico.

Esfoliação física

É a mais conhecida, feita de partículas que removem mecanicamente  as células mortas pelo atrito. Raquel alerta que a tecnologia evoluiu para evitar lesões.

“As esferas podem machucar se não forem do tipo certo. Atualmente, utilizamos partículas com formato uniforme e controlado, que promovem renovação sem agredir”, diz.

Esfoliação química

Aqui, o trabalho é feito por ácidos que dissolvem as “colas” que mantêm as células mortas unidas. Os astros são os ácidos glicólico, lático e salicílico.

“Eles atuam promovendo renovação sem necessidade de fricção. O ácido salicílico, por exemplo, é excelente para peles oleosas por atuar dentro dos poros”, destaca a farmacêutica.

Esfoliação enzimática

Considerada a mais gentil de todas, utiliza enzimas naturais (como as do mamão e abacaxi) que degradam seletivamente as células mortas. É a escolha certeira para quem tem pele sensível ou reativa.

Um dos maiores perigos da esfoliação caseira é o excesso. Muitos acreditam que, para limpar profundamente, é preciso força ou frequência diária — um erro que pode custar caro à barreira cutânea.

“O principal erro é exagerar. Esfoliação não é sobre força, é sobre eficiência. De forma geral, 1 a 2 vezes por semana é suficiente. Esfolar todo dia pode causar sensibilidade”, diz Raquel.

Efeito rebote

Para quem sofre com cravos e oleosidade, a esfoliação química controlada é o melhor caminho. A farmacêutica explica que agredir demais a pele causa o efeito contrário: o corpo entende que a proteção sumiu e produz ainda mais óleo.

“O segredo está no equilíbrio. Se você agride demais, seja com limpeza excessiva ou esfoliação forte, a pele reage produzindo mais oleosidade. O ideal é uma limpeza suave, esfoliação química e hidratação — sim, mesmo com pele oleosa.”

Check-list pós-esfoliação: o que não pode faltar?

Após o procedimento, a pele fica “vulnerável”, mas também extremamente receptiva. É o momento de ouro para o tratamento.

  • Hidratação: Essencial para repor a barreira de proteção;

  • Proteção Solar: Indispensável, especialmente se houver uso de ácidos;

  • Ajuste Sazonal: No inverno, opte por esfoliantes com agentes hidratantes; no verão, redobre o protetor solar;

“Uma curiosidade interessante: uma pele esfoliada pode absorver significativamente mais ativos do que uma pele sem esse cuidado”, finaliza.

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