O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta-feira (24/4) que o país seguirá atacando “qualquer ameaça” no Líbano, mesmo após os Estados Unidos anunciarem a extensão de um cessar-fogo por três semanas.
O líder israelense responsabilizou o Hezbollah por tentar comprometer o processo de paz entre os dois países. “Iniciamos um processo para alcançar uma paz histórica entre Israel e o Líbano e é claro para nós que o Hezbollah está tentando sabotar isto”, disse ele.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que realizaram ataques contra posições do Hezbollah na região de Deir Aames, no sul do Líbano, após o que classificaram como uma “violação do cessar-fogo” por parte do grupo, registrada no dia anterior.
Segundo os militares, também houve troca de tiros em Bint Jbeil, onde seis integrantes do Hezbollah teriam sido mortos durante confrontos nesta sexta.
“Mantemos total liberdade de ação contra qualquer ameaça, incluindo as emergentes. Atacamos ontem e atacamos hoje”, disse Netanyahu. “Estamos determinados a restaurar a segurança dos residentes do norte.” completou.
Trégua anunciada por Trump
O acordo de trégua, mediado pelos Estados Unidos, prevê que Israel pode adotar “todas as medidas necessárias” para garantir sua legítima defesa.
Já o Hezbollah declarou que o cessar-fogo perdeu o sentido diante da continuidade das ações militares israelenses no território libanês.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nessa quinta-feira (23/4) a prorrogação do cessar-fogo entre os dois países por mais três semanas.
A decisão foi tomada após uma reunião realizada no Salão Oval da Casa Branca, que contou com a presença de autoridades libanesas e israelense, além de integrantes do governo norte-americano, como o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que o encontro teve resultado positivo e confirmou a extensão da trégua. “A reunião correu muito bem. O cessar-fogo entre Israel e o Líbano será estendido por três semanas”, afirmou Trump.
A escalada de tensões entre Israel e Líbano se intensificou após a atuação do Hezbollah no conflito, em apoio ao Irã. O grupo é considerado um dos principais adversários de Israel e mantém forte presença na região sul do território libanês.






