Senadora negou interesse em substituir Ciro Nogueira após operação envolvendo investigação sobre o Master

A senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina negou, na noite desta sexta-feira (8), qualquer interesse em assumir o comando nacional do PP após especulações surgirem nos bastidores políticos em meio à operação da Polícia Federal que teve como alvo o presidente da legenda, o senador Ciro Nogueira.
A senadora Tereza Cristina negou interesse em assumir o comando nacional do PP após especulações surgirem com a operação da Polícia Federal contra Ciro Nogueira, presidente da legenda investigado por supostas vantagens indevidas ligadas ao Banco Master. A parlamentar classificou os rumores como “pura especulação” durante a posse do procurador-geral do MPMS, em Campo Grande.
“É pura especulação, não sei de onde saiu isso”, afirmou a parlamentar durante a solenidade de posse do procurador-geral de Justiça do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Romão Ávila Milhan Junior, reconduzido ao cargo para o biênio 2026-2028.
A cerimônia foi realizada no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande, e reuniu autoridades, membros do Ministério Público, servidores e representantes de instituições parceiras.
Tereza Cristina evitou aprofundar o assunto e desconversou ao ser questionada sobre uma eventual mudança no comando nacional do partido. As especulações surgiram após a operação da Polícia Federal que investiga possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master e teve como um dos alvos Ciro Nogueira.
Nos bastidores, dirigentes do partido avaliam que a operação já era considerada provável após o vazamento de mensagens envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco. Ao mesmo tempo, lideranças admitem preocupação com o avanço das investigações e a possibilidade de novos desdobramentos atingirem outros nomes do meio político.
Na decisão que autorizou a operação, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), cita suspeitas de que o senador Ciro Nogueira teria recebido vantagens indevidas ligadas ao Banco Master.
A investigação também aponta que uma emenda apresentada por Ciro em 2024 para ampliar a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), apelidada nos bastidores de “emenda Master”, teria sido elaborada dentro do banco e enviada ao parlamentar. A proposta não foi aprovada.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.
