6 abril, 2026
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EUA provavelmente atacou escola no Irã devido a informação errada

Os Estados Unidos provavelmente atingiram uma escola para meninas no primeiro dia dos ataques ao Irã devido a informações desatualizadas. Fontes informaram a jornais norte-americanos que documentos que estavam e pose do país indicavam uma base naval no local onde ficava a escola. O ataque, no dia 28 de fevereiro, matou ao menos 168 crianças.

As investigações ainda estão em andamento. A escola Shajareh Tayebeh, na cidade de Minab, fica a cerca de 60 metros de uma base da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). De acordo com a CNN Internacional, imagens de satélite de 2013 mostram que a escola e a base faziam parte do mesmo complexo. Mas imagens de 2016 já mostram uma separação entre os dois locais.

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Vista aérea de um cemitério durante os funerais de alunos e funcionários de uma escola no Irã, destruída por ataque conjunto EUA-Israel

Irã prepara covas para estudantes mortas em bombardeio de Israel e EUA
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Irã prepara covas para estudantes mortas em bombardeio de Israel e EUA

Reprodução/X

Vista aérea de um cemitério durante os funerais de alunos e funcionários de uma escola no Irã, destruída por ataque conjunto EUA-Israel
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Vista aérea de um cemitério durante os funerais de alunos e funcionários de uma escola no Irã, destruída por ataque conjunto EUA-Israel

Handout/Getty Images

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, classificou, na quarta-feira (11/3), o ataque como “crime de guerra” cometido pelos Estados Unidos. “Um crime de guerra imperdoável e hediondo que não deve ficar impune”, disse.

Na segunda-feira (9/3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que o próprio Irã poderia ter sido responsável pelo ataque.

“Disseram-me que isso está sob investigação, mas os mísseis Tomahawk são usados ​​por outros países”, disse Trump. “Mas, seja o Irã ou outro país, o fato é que um Tomahawk, um míssil genérico, é vendido para outros países. Mas isso está sendo investigado neste momento”, completou.

Um vídeo publicado no domingo (8/3) pela agência de notícias semioficial do Irã Mehr mostra um míssil Tomahawk atingindo a base iraniana ao lado da escola primária.

O míssil de longo alcance Tomahawk é usado pelas Forças Armadas dos EUA há anos.

ONU cobra investigação

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR) cobrou uma investigação, de forma imparcial, sobre o ataque.

“O Alto Comissário exige uma investigação rápida, imparcial e completa sobre as circunstâncias do ataque. Cabe às forças que realizaram o ataque investigá-lo. Exigimos que divulguem as conclusões da investigação e garantam a responsabilização e a reparação das vítimas”, disse a porta-voz do órgão, Ravina Shamdasani.

 

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