Irmão do ex-prefeito de Selvíria é preso pela Policia Federal por desvios de dinheiros do SUS
A Polícia Federal cumpriu, nesta semana, mandado de prisão preventiva contra um ex-secretário municipal de Saúde de Selvíria. A ordem foi expedida pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).
A medida é desdobramento da Operação “Rastro Cirúrgico”, deflagrada em 12 de agosto de 2025. Na ocasião, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares de sequestro, arresto e bloqueio de bens no valor de R$ 5 milhões para cada pessoa física e jurídica investigada. Também houve afastamento de servidores públicos, entre eles o então secretário municipal de Saúde.
Segundo a Polícia Federal, após a análise de dados sigilosos coletados na primeira fase da operação, foram reunidas provas da prática de crimes como fraude em licitações e contratos administrativos e peculato, por meio de superfaturamento por sobrepreço e por quantidade.
As investigações também apontaram indícios de corrupção ativa e passiva, frustração do caráter competitivo de licitação, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, praticados por organização criminosa estruturada para atuar contra a administração pública municipal.
De acordo com a PF, médicos contratados teriam pago propina a servidores públicos para obter favorecimentos indevidos em processos licitatórios e contratos. A simulação de concorrência ocorria com apresentação de propostas fictícias para dar aparência de legalidade às contratações. Já a lavagem de dinheiro teria sido realizada por meio de “laranjas” e interpostas pessoas para ocultar patrimônio ilícito, enquanto a evasão de divisas envolveu câmbio ilegal para envio de valores ao exterior.
Diante da gravidade dos fatos e de indícios de manutenção do vínculo associativo criminoso, a Polícia Federal solicitou a prisão preventiva de três dos dez indiciados. A Justiça deferiu parcialmente o pedido, determinando a prisão do ex-secretário, que já havia sido afastado do cargo.
Ao final do inquérito, os investigados poderão responder por peculato, fraude em licitação, corrupção, frustração do caráter competitivo de licitação, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa.

