Um médico de 60 anos, identificado como Paulo Adriano Pusty, foi preso por atropelar oito pessoas em um intervalo de uma hora – entre as quais, um homem de 73 anos – e, em seguida, tentar matar o próprio irmão. O caso ocorreu no dia 3 de março nas cidades de Novo Hamburgo e Presidente Lucena, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Segundo as investigações, após os atropelamentos, o médico foi até a residência do irmão, invadiu a propriedade, jogando o carro contra o portão, e tentou agredi-lo com um pedaço de pau.
“Logo após a tentativa de homicídio do próprio irmão, quando o indiciado jogou o carro que conduzia sobre a casa, ele invadiu o imóvel e tentou, com um pedaço de pau, agredi-lo. O irmão só não foi espancado e morto porque conseguiu fugir por uma janela”, relata o delegado de Porto Alegre Fábio Motta Lopes.
O homem de 73 anos atropelado pelo médico foi hospitalizado e permaneceu internado até o dia seguinte, quando recebeu alta. Ele sofreu lesões na perna (fratura), no braço e na região abdominal.
Mulher com bebê no colo foi atropelada
Cinco dos atropelamentos ocorreram em Novo Hamburgo. A Polícia Civil da cidade concluiu o inquérito e indiciou o médico pelos cinco crimes.
Em um dos episódios, uma mulher caminhava carregando um bebê no colo e estava acompanhada de outra criança, quando foi surpreendida pelo veículo que trafegava na contramão e acabou atingindo-a.
De acordo com o delegado Alexandre Quintão, a vítima conseguiu, com rapidez, desviar parcialmente da trajetória do carro, o que evitou consequências mais graves. Ela sofreu ferimentos na perna esquerda, mas conseguiu proteger as crianças.
Imagens de um dos incidentes mostram a gravidade da situação (vídeo acima). Conforme a investigação, uma das vítimas teve múltiplas lesões, incluindo fraturas em três costelas, cinco vértebras, além da clavícula e do esterno, e ainda sofreu traumas sérios na cabeça e na perna.
Médico agiu de forma deliberada, diz delegado
A análise do vídeo indica, segundo o delegado, que o motorista agiu de forma deliberada, chegando a mudar a direção do carro para atingir os pedestres. Em nenhuma das ocorrências, conforme a polícia, houve tentativa de prestar socorro às vítimas.
O médico foi preso em flagrante, no dia do ocorrido, por tentativas de homicídio. A prisão foi convertida em preventiva, logo em seguida, e ele segue recolhido ao sistema prisional.
De acordo com as investigações, não foi identificada nenhuma motivação para os crimes e acredita -se que o médico estava um surto psicótico.

