A Casa Branca indicou que vai investigar os desaparecimentos e mortes de vários funcionários do governo dos Estados Unidos, nos últimos dois anos, que tinham acesso a informações de pesquisas relacionadas a Objetos voadores não identificados (óvnis) e armas nucleares.
“Espero que seja algo aleatório, mas saberemos em uma semana e meia”, disse o presidente Donald Trump ao ser questionado por repórteres na quinta-feira (16/4). A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, também deu a entender que uma investigação será feita sobre o assunto.
“Não falei com as agências competentes sobre isso. Certamente farei isso e lhe daremos uma resposta. Se for verdade, é claro que este governo e administração certamente considerariam algo que valeria a pena investigar. Então, deixe-me fazer isso por você”, disse ao ser questionada na quarta-feira (15/4).
São nove casos desde 2024. O último foi em fevereiro, quando o major-general aposentado da Força Aérea Neil McCasland desapareceu no Novo México. Suas botas de caminhada, carteira e um revólver calibre .38 também desapareceram. Os outros desaparecidos são:
- Carl Grillmair, pesquisador de exoplanetas, morto em fevereiro;
- Jason Thomas, que liderava a equipe de biologia química da Novartis, que desapareceu em dezembro de 2025 e foi encontrado morto em março de 2026;
- Nuno Loureiro, físico do MIT, que foi assassinado em dezembro passado;
- Steven Garcia, que trabalhava na área de segurança para um produtor de componentes não nucleares para armas nucleares de fabricação americana, desapareceu em agosto do ano passado;
- Melissa Casias, funcionária administrativa com autorização de segurança no Laboratório Nacional de Los Alamos e desapareceu em junho passado;
- Monica Jacinto Rez, engenheira aeroespacial e que desapareceu em junho passado;
- Anthony Chavez, um funcionário aposentado do Laboratório Nacional de Los Alamos que desapareceu em maio passado;
- Frank Maiwald, engenheiro do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, que morreu em 2024;
O físico e professor da Universidade de Harvard Avi Loeb disse à rede Fox que não acredita que os casos estejam relacionados, até mesmo porque cada um dos cientistas da lista era de áreas diferentes.
“É claro que cada um desses casos é um mistério que precisa ser resolvido. É possível que alguém estivesse tentando prejudicar esses indivíduos. Mas não acho que isso demonstre a existência de um plano, só porque essas pessoas, por exemplo, trabalhavam com fenômenos anômalos não identificados (UAPs)… Eu não me preocuparia muito com a possibilidade de isso ter sido coordenado”, disse.
