De acordo com a Secretaria do Estado de São Paulo, um homem, de 38 anos, morreu em Cunha, no interior paulista, vítima de febre amarela. Outros dois casos foram registrados na região do Vale do Paraíba nessa quinta-feira (16).
Segundo o boletim epidemiológico do CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica), nenhum dos três casos tinha histórico de vacinação.
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda e que pode levar ao óbito em sua forma grave. É causada por um vírus transmitido por mosquitos, possuindo dois ciclos de transmissão, o urbano e o silvestre.
Febre amarela: o que é e quais os principais sintomas
Vacina da febre amarela é a principal forma de prevenção
A vacina da febre amarela é a principal forma de evitar a doença e é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para toda a população. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, medida que está conforme as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).
A vacina, administrada via subcutânea, está disponível durante todo o ano nas unidades de saúde e deve ser administrada pelo menos 10 dias antes do deslocamento para áreas de risco, principalmente, para os indivíduos vacinados pela primeira vez. O imunizante oferece de 95% a 99% de proteção a adultos vacinados e 90% de proteção a crianças.
Quem não deve se vacinar?
A vacina da febre amarela não é recomendada para:
- crianças menores de 9 meses de idade;
- mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade;
- pessoas com alergia grave ao ovo;
- pessoas que vivem com HIV e que têm contagem de células CD4 menor que 350;
- pessoas em tratamento com quimioterapia/radioterapia;
- pessoas portadoras de doenças autoimunes;
- pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo).
*Com informações de Gabriela Maraccini, da CNN Brasil
