O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta terça-feira (14/4), a flexibilização parcial das sanções contra a Venezuela. A partir de agora, fica autorizado novas operações financeiras e comerciais envolvendo instituições do país sul-americano.
As medidas foram adotadas pelo Departamento do Tesouro, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), e incluem duas licenças que ampliam o acesso de bancos venezuelanos ao sistema financeiro internacional, além de permitir negociações comerciais condicionais com o governo de Caracas.
Entre as instituições beneficiadas estão o Banco Central da Venezuela, o Banco de Venezuela, o Banco Digital de los Trabajadores e o Banco del Tesoro, além de entidades controladas por esses grupos.
As autorizações permitem a realização de serviços financeiros como transferências, pagamentos, operações bancárias e uso de sistemas em dólar, desde que respeitadas restrições já existentes.
O Tesouro, no entanto, manteve proibições relacionadas a dívidas públicas, ativos bloqueados e transações envolvendo países como Rússia, Irã e Coreia do Norte.
Manobras de reaproximação
A flexibilização ocorre em meio a um movimento mais amplo de reaproximação entre Washington e Caracas. Recentemente, a estatal venezuelana PDVSA firmou novos contratos com a petroleira americana Chevron para ampliar a produção de petróleo bruto, em um cenário de tentativa de recuperação do setor energético do país.
O contexto também inclui decisões anteriores dos EUA de reduzir sanções individuais e incentivar reformas econômicas na Venezuela. A presidente interina, Delcy Rodríguez, teve restrições suspensas no início de abril e defendeu a medida como um passo rumo à normalização das relações bilaterais.
Nos últimos meses, o governo venezuelano adotou medidas como abertura ao investimento estrangeiro no setor de hidrocarbonetos e mudanças na estrutura política, em resposta à pressão internacional.
Apesar do alívio, Washington mantém mecanismos de controle sobre receitas do petróleo venezuelano e ressalta que as autorizações não representam o fim completo das sanções, mas sim uma flexibilização condicionada ao cumprimento de critérios estabelecidos pelo governo estadunidense.




