10 maio, 2026
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Parkinson tem três pilares de cuidado; neurologistas explicam a Dr. Kalil

A doença de Parkinson possui três grandes pilares de tratamento: o não farmacológico, o farmacológico e as terapias mais avançadas, que incluem o tratamento cirúrgico. As informações foram apresentadas pelos neurologistas Roberta Saba, da UNIFESP e especialista em Transtornos do Movimento e Parkinson, e Rubens Cury, coordenador do Grupo de Distúrbios do Movimento e Doença de Parkinson do HCFMUSP, ao Dr. Kalil no programa Sinais Vitais.

Segundo Roberta, o tratamento farmacológico dispõe de diversas classes de medicamentos disponíveis no Brasil. Eles são divididos em dois grandes grupos: os fármacos dopaminérgicos, que aumentam os níveis de dopamina no organismo, e os não dopaminérgicos.

Entre os medicamentos não dopaminérgicos, Saba destacou a amantadina, utilizada em pacientes que apresentam as chamadas discinesias — movimentos coreicos de inquietude associados a complicações motoras que surgem em fases mais avançadas da doença. Já entre os dopaminérgicos, estão os agonistas dopaminérgicos, os inibidores de enzimas que degradam a levodopa e o próprio gold standard do tratamento: a levodopa. “Na verdade, ela é uma levodopa sintética, ela vai chegar no sistema nervoso central e vai se transformar em dopamina, que é um neurotransmissor relacionado à gênese desses movimentos anormais”, explicou Saba.

Quando considerar a cirurgia

Rubens Cury explicou que existe um grupo específico de pacientes que, mesmo fazendo uso adequado dos medicamentos, apresenta resposta insuficiente ao tratamento. Esses casos, caracterizados por longos períodos de “off”, lentidão, dificuldade de movimento e tremores persistentes, são os candidatos à intervenção cirúrgica.

A principal cirurgia realizada no mundo e no Brasil para o tratamento do Parkinson é o DBS — Estimulação Cerebral Profunda. Cury descreveu o procedimento: dois pequenos eletrodos, semelhantes à carga de uma caneta, são implantados pelo neurocirurgião, um de cada lado do cérebro, por meio de uma pequena trepanação. Esses eletrodos são conectados a uma bateria posicionada no tórax, à direita, de forma semelhante a um marcapasso cardíaco. “Essa bateria vai jogar a eletricidade naquele núcleo que está doente, lento”, detalhou o especialista.

Após a cirurgia, o neurologista programa o dispositivo para direcionar a energia elétrica necessária às regiões afetadas, visando melhorar sintomas como tremor e lentidão. Segundo Cury, o DBS é capaz de promover melhora significativa dos sintomas motores, incluindo redução das discinesias, uma vez que a dose de medicamentos pode ser consideravelmente reduzida após o procedimento.

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